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Por que eu não consigo 'SONHAR'?

  • Foto do escritor: Edilene Hebling Lucas
    Edilene Hebling Lucas
  • 19 de jun.
  • 2 min de leitura

Pergunte para si mesma: o que você quer para sua vida daqui a cinco anos?

Se a resposta veio vazia — ou só apareceu uma lista de obrigações, não de desejos — você não está sozinha. E, mais uma vez: isso não é falta de ambição. É um sintoma.

Muitas mulheres chegam à vida adulta extremamente competentes em sobreviver — e completamente desconectadas de sonhar. Sabem resolver problemas, cuidar de todo mundo, dar conta de tudo. Mas, quando perguntadas o que realmente desejam, travam.

Sonhar exige um luxo que o corpo em alerta não permite: segurança

Sonhar não é só imaginação. É uma função que exige o sistema nervoso relativamente calmo. Quando o corpo vive em estado de alerta constante — hipervigilante, ansioso, sempre antecipando o próximo problema — ele não tem espaço para desejar. Ele só tem espaço para sobreviver.

Se você cresceu em um ambiente onde:

  • Sonhos eram vistos como "perda de tempo" ou irrealistas

  • Expressar desejo gerava frustração ou decepção dos adultos

  • Sua função era cuidar, não ser cuidada

  • Havia instabilidade emocional ou financeira constante

...seu sistema nervoso aprendeu a desligar o "querer" para focar no "resolver". E esse desligamento, com o tempo, vira um hábito invisível.

O que parece falta de motivação, às vezes é desconexão emocional

Muita gente confunde essa dificuldade com preguiça, falta de foco, ou "não saber o que quer". Mas o problema raramente é falta de clareza mental. É falta de permissão emocional para desejar.

Você pode até saber, racionalmente, o que "deveria" querer. Mas sentir desejo de verdade — aquele que move, que ilumina, que dá vontade de se levantar de manhã — é outra coisa. E isso exige reconexão, não esforço de produtividade.

Voltar a sonhar é também um processo de retorno

A boa notícia: essa capacidade não desapareceu. Ela está bloqueada, não destruída.

Reconectar com seus próprios desejos passa por:

  1. Reconhecer o padrão de hipervigilância que ocupa o espaço do sonho

  2. Regular o sistema nervoso para que ele se sinta seguro o suficiente para desejar

  3. Reconstruir, aos poucos, a permissão interna de querer algo só para você

Não é sobre criar uma lista de metas. É sobre devolver ao seu corpo a sensação de que é seguro querer.

Você merece mais do que sobreviver

Se você chegou até aqui se perguntando há quanto tempo não sonha de verdade, talvez seja hora de investigar essa pergunta com mais profundidade — não sozinha, mas com direção.




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